Inspire-se!

Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente, você estará fazendo o impossível.

São Francisco de Assis

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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Sentimentos Ansiosos



Sentimentos ansiosos sorriem de esperança.
A névoa se dissipa aos poucos com a passagem do tempo
E minha vontade de gritar se encolhe no canto da sala.

A impaciência está cara a cara com a esperança,
Elas lutam com bravura por espaço.
A primeira me faz querer gritar.
A segunda... Bem, essa me consola.

Eu sorrio por saber que tudo que desejo se aproxima.

Sentimentos ansiosos bailam com a doçura da esperança.
Hoje, somente por hoje sorria para ela.
Deixe que a luz dela te faça acreditar
Que o tempo pode ser um imponente aliado
Se tratado como deves.

Eu canto por saber que tudo que desejo se aproxima.

Sentimentos ansiosos se ajoelham de esperança.
E me bate uma vontade de desaguar,
Abrir as comportas do peito e deixar que ele alivie as lágrimas.
Mas logo meus sentimentos ansiosos sorrirão de esperança,
Logo eles cantarão de esperança.
Logo, logo...
Só por saber que o que tanto quero se aproxima.

E a esperança beija meu rosto.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Adagas


Segure minhas lágrimas, faça-as cessarem.
Assim como o mar apaga as pegadas na praia
Apague em mim as marcas das palavras insípidas.
Desses vocábulos que ardem de furor
O liquido rubro vital que corre pelas artérias.

São expressões de momentos.
Palavras com um peso incomum.
Adagas afiadas em pele de vocábulos
Que dilaceram o mais inabalado pensamento.

Portas giratórias que dão acesso ao sentimento,
Feche-as para a dor com uma simples palavra.
Contrária às anteriores.
Alva, pura e amável.

As perfurações das armas brancas poderão ser fechadas
Basta teus olhos serem banhados pelo amor
E as palavras amáveis emergirem da sinceridade da tua alma.
Nisso a dor será estancada pela sonoridade delas.

E a alegria voltará. Ela se levantará.
E meu peito sorrirá como um menino.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Como Uma Fênix




Eu vi o pássaro de fogo ardente.
Incandescente como uma fogueira,
Branda com a lareira de um chalé.
Dizer que o vi pode soar como uma mentira,
Mas seu canto abrasador
Fez subir um arrepio na espinha.
O pássaro emitiu um grito
Caiu da alta colina com uma estrela cadente
E de encontro ao chão ele foi.
E outro grito ecoou de suas cordas vocais.
Um grito de dor incurada.
Diante dos meus olhos lá estava ele
Gigante em seu esplendor,
Porém, minúsculo diante da dor que o tragava.
As chamas foram se apagando
Seus olhos se fechando
Até que das labaredas restaram
Apenas pequeninas chamas
Quais velas singelas.
Depois menos ainda, bem menos...
Até restar puras cinzas.
E dos meus olhos nada mais que lágrimas,
Lamúrias, saudade.
Sair dali era o melhor a se fazer.
Mas ao virar as costas seu canto se fez ouvir novamente.
E das cinzas desbotadas lá estava,
Levantando-se novamente,
A imponente Fênix...
Virtuosa Felicidade.

 *Imagem apanhada da internet

Pequeno Coração


[...]
Coração minúsculo, frágil como cristal.
Forte como diamante pode se tornar.
Aprecie a cura que é dada pelo amor.
[...]

Ainda


Ainda somos jovens,
As feridas terão tempo para cicatrizar, ainda.

Havia um tempo em que palavras soavam verdadeiras.
Tempo em que escorria pela face nua lágrimas de alegria.
Havia notas límpidas, doces melodias.
Esse tempo ainda existe para mim.

Ainda temos forças,
Mesmo se o tempo maltrata o peito.

Havia um tempo de verdes mais verdes,
Azuis como vestes celestiais.
Maçãs do rosto rosadas de candura.
Havia mais cores vivas, alegrias imateriais.

Ainda temos sonhos,
Isso ninguém tira, os sonhos movem a vida.

E havia sonhos tão simples
Que a simplicidade deles os fazia tão belos
Quanto o desabrochar de uma simples flor.

Ainda temos flores,
E espero que esse perfume permaneça,
Pois ainda temos esperança, ainda.


domingo, 24 de outubro de 2010

Palavras Ociosas


Eu não quero um delírio inventado,
Nem ter de imaginar como poderia ser.
Quero o calor a aquecer meu peito
E o ar quente da tua boca passeando pelo meu rosto.
Quero as respostas que tanto procurei
E quero achá-las em você.

Não quero que minhas palavras lhe pareçam ociosas
E nem que minha forma exagerada de amar saia de moda.

Quando vejo uma menina em seu vestido rodado,
Rodopiando com a leve inocência.
Vejo a mesma inocência nos olhos dos amantes.
Que amam sem culpa de amar.
E que apenas buscam as palavras mais belas,
Onde nenhum dicionário poderia dar significado.

Mas não quero que minhas palavras lhe pareçam ociosas
E nem que minha forma exagerada de amar saia de moda.

Por vezes, minhas palavras fogem de mim.
Procuro uma forma de encontrá-las.
Reviro as gavetas, minha mochila,
Até que lembro onde as deixei.
Estão dentro de mim,
No peito que outrora foi aquecido pelo teu calor.
E elas voltam quando tua respiração quente
Toca meu rosto novamente.

E sei que minhas palavras não são ociosas
Pois minha forma exagerada de amar nunca sairá de moda.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Menino





O medo declina,
Sob os pés da rainha ele sucumbiu.
O menino pôde sorrir novamente,
Tão amável quanto o pássaro no amanhecer.
Orgulhoso em sua felicidade.

Puras vestes brancas
Refletem o brilho alvo das nuvens passageiras.
Numa marcha lenta elas passam
Lavando a alma do menino com suas gotas.
Chuva que lava e leva o medo
Para o mais distante que ela pode.

Menino com sonhos de homem.
Homem com alma de menino.
Palavras com grandezas minúsculas
E imensas palavras.
Que se diz e que se canta
A beleza de acreditar em um futuro.

E a rainha vê a felicidade do menino
Que sorri para o azul celeste
E banha os olhos com puro sentimento.
Ele sonha, sorri e chora.
Ele vive, chora e sorri.
Ele ama simplesmente
Como deve ser.

* Imagem por Uanderson Andrade

sábado, 9 de outubro de 2010

Amante Pássaro Pequeno




Podemos estar cansados.
As mentiras voarem livres por toda parte.
E o medo se apossar das palavras
Ou pior, se apossar dos olhos.
Mas o sonho nunca deve morrer.

Sonhe pássaro pequeno.
Frágil para o amor, forte para a dor.

De tentar acertar foi que nasceram os erros.
Foi de tentar andar sozinho que vieram as quedas.
Mas podemos estar cansados
E a coragem emergir da ínfima revolta.

A paciência, virtude dos amantes.
Sonhos, virtudes dos amantes.
Amantes, virtudes daqueles que se entregam
Ao dom supremo ― Amar por amar.

Ame pássaro pequeno.
Pequeno para a dor,
Mas gigante por saber amar.


*imagem retirada da internet

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Levante



O sol penetra pelas frestas das folhas,
Atingindo com fervor um rosto apático.
Um rosto se aquece, cora.
O que antes estava indiferente toma um sorriso.
Calor, luz e calmaria.

Acorde e levante desse sono.
Dê vida à sua face.

A brisa sopra sem pressa
Delineando os traços daquele rosto.
As folhas vibram com ela.
Um baile a parte.
E a nostalgia se deprecia.

Durma e acorde.
Acorde e levante desse sono.
Dê vida ao seu sorriso.
Como se a vida tivesse lhe dado uma segunda chance.

Durma... Apenas durma.
E acorde e se levante.
 Erga-se!

Faça valer o sangue que corre nas suas veias.
Dê sentido ao ar que banha teus pulmões.
Faça valer seus sonhos.
Quebre o silêncio sem medo de acordar a verdade.


*Foto apanhada da internet

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Esse Alguém


Ele diz que não se sente só
Apensar de às vezes procurar
Algo que pensa estar faltando.
Mas ele abre os olhos
E vê sua face linda.
Não há nada mais belo para ele.

Ele diz que seu amor é tudo.
E abre as mãos para o sentimento.
Ele precisa de você como nunca precisou de ninguém.
Ama a forma como você o ama.
Ele sente a falta das suas palavras sussurradas.
Mas ele vê sua face linda.
E não há nada mais belo para ele.

Com quanto amor ele te espera.
E com quanta saudade se lembra de você.
Outrora, distância não diz nada.
O amor fala mais alto.
O amor quer fluir e coexistir.
Com efeito, esse alguém te busca a cada amanhecer.
Ele vê sua face linda.
E não há nada mais belo para ele.

Ele te ama e quer completar sua vida.
Deixar que você se sinta o mais completo possível.
E sente muito se um dia te fez chorar ou sofrer.
Esse alguém te ama.
Esse alguém sou eu, que vejo sua face linda
E não há nada mais belo do que ela.



segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Abraçar o Tempo


*Fragmento


[...]
Com a finalidade de corrigir o incorrigível
Abraço a fuga do que não se pode fugir
E finjo chegar a algum lugar na beira da estrada lunar.
Abraço o medo com um guardião,
Logo o libero, pois não é isso que eu quero.
Abraço a coragem que está na minha mente
Guardada em uma garagem improvisada.
[...]

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Conhecimento Caricato



Os olhares das pessoas se voltam para os outros.
Enquanto deviam olhar seus próprios passos
Para em um tropeço não serem levadas ao chão.

Percebo isso em meu caricato conhecimento.
Percebo o quanto as pessoas perdem tempo precioso
Deixando de viver suas vidas para viver as alheias.
Pobres insolentes sejam tomados pela verdade.

A cada um foi dado um dom, uma vida.
E cabe a cada um o zelo, a raça, a vida.
Mas parece que não é suficiente.
Que pena!
Percebo isso em meu caricato conhecimento.

Às vezes quero buscar ar
E gritar tudo que está guardado no peito.
Em um mundo monótono de cores monocromáticas
Tento dar cor aos meus pensamentos, aliviar o peso deles.
Pobres insolentes sejam tomados pela verdade.

 Por isso acendi a chama do conhecimento.
Pus toda lenha que dispunha.
E este fogo me consome.
Essa chama queima em brasas ardentes.
Para que meu conhecimento ganhe a forma autêntica de ser.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Esta Noite




Abra os olhos pequena criança.
Há um peso neles
E esperança também.
Sinta-se tomada pela luz da lua.

Sorria pequeno ser.
Deixe que teu sorriso guie os perdidos.
Deixe que a sua luz ofusque os solitários.
Sinta-se viva de novo.

Esta noite você não estará sozinha.

Aqui, passo a passo faça sua jornada.
Destemida criança olhe para o horizonte.
Deixe as estrelas orarem por você.
Sinta-se confiante novamente.

Pequena criança vire-se.
Esta noite você não estará sozinha.

Abrace seu sonho com força
E deixe-o abrasar teu peito.
E se você acreditar
A realidade tomará forma,
Uma silhueta erudita com gestos concretos.

Doce criança durma.
Esta noite você não está sozinha
E nunca estará.

*Imagem retirada da internet

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Contradança



Sonhos dançam conforme eu sorrio.
Uma valsa com passos cadenciados,
Involuntária, amável.
Meu sorriso pede uma contradança com o teu.
Embalo-me no compasso do teu olhar.

E eu desmaio no encanto dos teus olhos.

Meus dedos dançam também,
Contornando teus lábios.
Tuas mãos tocam meu rosto
E meus olhos reagem com um brilho intenso.
Uma névoa de felicidade os inebria.

E eu desmaio no encanto dos teus olhos.
Rendo-me e não quero lutar contra isso.

Nesse baile onde as máscaras não são permitidas
Deleito-me em saborear cada sussurro.
E quando penso que a noite está acabando
Você estende o braço
E em um sorriso sussurra:
Concede-me o prazer de mais uma contradança?

E eu desmaio no encanto dos teus olhos.
Rendo-me e não quero lutar contra isso.
Não quero lutar contra isso.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Mova-se, Saia do Lugar



Mova-se, saia do lugar.
Quebre aquilo que tiver que quebrar.
Corra a favor do vento,
Nade contra a correnteza.
Revista de pétalas teus espinhos
E adorne de humildade teu ouro.
Brilhe como a estrela mais tímida.
Queime como o frio mais extremo.

Role na grama,
Tome banho de chuva,
Faça um trocadilho.
Beije um rosto.

Mova-se, saia do lugar.
Faça castelo na areia da praia.
Convide um príncipe ou princesa
E vivam neste castelo sem realeza.
Decore uma musica nova.
Aprenda a dançar.
Faça poemas mesmo sem rimar.
De braços abertos abrace o vento.
De lábios saltitantes sorria para o mar.

Abra teus olhos.
A vida espera uma atitude tua.
Então...
Mova-se! Saia do lugar!
Não espere apenas o tempo passar.

*imagem retirada da internet

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Puras Figuras de Linguagem



Em uma prosopopéia incomum
Meu coração sorri feito uma criança.
Ao meu redor cores gritam e dançam.
E a chuva faz um baile à parte.

Como numa metáfora esplêndida
Teus olhos são rios caudalosos.
Teus lábios são favos do mais puro mel.
Teu abraço é porto seguro.

Pleonasmo calmo,
Sorrir meu riso singelo,
Amar um amor concreto
 E sonhar um sonho bom.

Hipérbole desvairada
Estou morrendo de gritar ao vento
Todo meu sentimento.
Sentindo o sabor do teu cheiro,
Quanta sinestesia! Minha calmaria.

Chego a um clímax.
Um coração repleto de luz,
Batendo, vivendo,
Cantando e amando.
Delirando em saber
Que a vida foi feita para se viver.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Para Não Haver Solidão



Sou passos, compassos.
Busco um caminho
Para não andar sozinho.

Sou lágrimas, rimas.
Busco sentido
Para não chorar sozinho.

Sou risos, precisos.
Busco lábios
Para não sorrir sozinho.

Sou musica, única.
Busco ouvidos
Para não delirar sozinho.

Sou sentimento, momento.
Busco um coração
Para não amar sozinho.

E meu compasso de rimas precisas me leva a um único momento:
Estar ao teu lado... Para não amar sozinho.

*Imagem retirada da internet

Passe o Tempo que Passar



Às vezes os pensamentos são confusos.
Os sentimentos mais feridos
Teimam em confundir a mente.
Marteladas assolam o peito,
Cravam os pregos.
E os olhos choram junto com o coração.
Um aperto, um despeito, um sujeito triste.

Respirar fundo se torna difícil de alguma forma.
Cair de joelhos é inevitável.
Olhar para o céu é uma maneira de buscar uma luz.

Olho-te e penso nos momentos.
Apertando os punhos e cerrando os lábios,
Retorno ao chão.
Cair é inevitável, novamente.
E os olhos choram junto com o coração.
Um aperto, um despeito, um sujeito triste.

Mas sei que isso não significa que as alegrias,
As verdadeiras alegrias se vão.
Elas estarão comigo, em meu coração.
Por amor se sacrifica, sonha e tem esperanças
De um “para sempre” realmente eterno.

E os olhos sorriem junto com o coração.
Um alento, um momento, um sujeito
Que sabe amar e que nunca desistirá
De viver ao teu lado.

E passe o tempo que passar
Eu sei que vou te amar.


*imagem retirada da internet

domingo, 27 de junho de 2010

Assim Como as Cores




Como delirar ao sentir teu aroma
É me embriagar em teus olhos.
Perceber que ao meu redor
Tudo ganha nova dimensão,
Cor, exatidão e beleza.

O azul se torna mais azul
Como cada gota de azul que compõe o céu.
Como cada gota de azul que compõe o mar.

Como acordar de um sonho bom.
Todas as palavras semeadas.
Abrir os olhos e perceber que foi real,
Sentir o cheiro ainda ao meu redor.
E ouvir ressoar no meu peito
Tudo que foi dito.

O amarelo se torna mais belo
Como quando uma folha se solta para cumprir seu ciclo.
Como quando o sol fica mais feliz.

Uma canção, uma força, teu olhar.
Tudo que me faz lembrar, ver, acreditar.
E no espelho refletir o sorriso mais belo.
Um pássaro livre para o sonho de alcançar
A vasta imensidão solar.

E o vermelho se torna mais vermelho.
Como o pôr-do-sol.
Como o sentimento mais intenso... O amor.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Estou Aqui



Estou aqui
Diante das coisas que devolvem meu riso.
Diante dos sustos de alegrias.
Diante das lágrimas de felicidade.
Diante do teu sorriso.

Estou aqui
Sonhando com as verdades.
Sonhando com as palavras ditas.
Sonhando com os sonhos.
Sonhando com teu sorriso.

Estou aqui
Nascendo novamente.
Nascendo no pôr-do-sol.
Nascendo no teu olhar.
Nascendo no teu sorriso.

Estou aqui
Sentindo as doses de alegria fluindo em mim.
Sentindo meus sonhos serem regados pelo orvalho do teu beijo.
Sentindo meus desejos andarem de mãos dadas com os teus.
Sentindo o amor nascer do teu sorriso.

Estou aqui
Diante do teu sorriso.
Sonhando com teu sorriso.
Nascendo no teu sorriso.
E sentindo teu sorriso penetrar fundo minha alma.
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Plágio é crime!