Inspire-se!

Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente, você estará fazendo o impossível.

São Francisco de Assis

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terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Ai de ti!


Ai de ti ave solitária
Por teus voos longínquos
Por deixar teu ninho
Por vagar sozinha.

Você não pode atravessar isso tudo.
O tempo está se partindo e a dor insiste em ficar.

Ai de ti pássaro errante
Por teus cantos agudos
Teus sonhos fecundos
Que não encontram terra para germinar.


Você não pode tomar a dor do mundo.
Tem asas pequenas demais para abraçar.


Ai de ti simples colibri!
Teu peito pulsa tanto
Como se fosse explodir.
O ar dança em teus pulmões
Suplicando por oxigênio tu vais.

Você por um instante pode descansar
E aplacar toda ânsia que te atormenta.

Ai de ti passado amante
Que descobriu que a vida é muito mais plena
Quando percebeu que solidão acaba
Quando passas a amar plenamente
O coração louco que pulsa no teu próprio peito.

Ai de ti passarinho!
Ai de ti colibri!
Ai de ti!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Canção do Apelo



Tenho caminhado apressadamente
Ansioso por ver o fim da tempestade.
Sorrisos brandos, suspiros profundos.
Só o tempo...

A rosa que emana perfume
Inebria meus sonhos.
Dê-me algo onde que eu possa segurar
E os meus joelhos tocarão o chão.

Tenho dormido profundamente
Noites sem sonhos, dias cheios deles.
Eu foi feito para a luta.
Minha armadura é feita de desejos.
Sem o tempo...

O pássaro rubro do norte
E o canto que vem do sul.
Pulsa no meu peito cada nota.
Dê-me algo em que acreditar
E os meus medos cairão por terra.

Melodia assombrosa do anoitecer
Estranhamente calma me traz.
Canções quem vêm de outro ser
A me acalentar por inteiro.

Coração pulsando
Clamando por vida
Coração singelo
Cantando dentro de mim.
Dê-me algo pelo que lutar
E você verá o meu peito cheio de coragem!

domingo, 12 de outubro de 2014

Brumas d'Outubro

 

Quando os sentimentos refutam contra a coragem
É impossível não sentir fraqueza.
 A escuridão aqui é pesada
E não há uma fresta por onde a luz possa passar.

Onde todos foram?
Para que lado?
Será que devo olhar para além da poeira do meu corpo?
Mesmo quando o dia nasce só há brumas.
Esse peso é demais para mim!

Este é o fim?

Não pode ser.
Não quero que seja.
Antes de acabar eu apelo à resiliência.
Eu olharei para a luz novamente.

Debruçado em vidros estilhaçados
Desfaço-me do peso em meu olhar.
Não desistirei.
As brumas não me abaterão.
Alargarei qualquer fresta e deixarei a luz me tomar.

Trocarei todo medo por choro
Todo choro por sorrisos e risos
Toda dor por amor
E toda incerteza se tornará certeza
De que esse não é o fim.

Onde estão todos?
Devo olhar para além da escuridão e então os encontrarei.


domingo, 1 de junho de 2014

Sem Medo

 

Só sei que mesmo que no amor haja sofrimento
É preferível sofrer amando a sofrer por não amar.

Nos meus sonhos de cada noite
O amor se destaca em meio aos medos.
E de medo eu me refiro aos pesadelos
De ter que viver sem amor.

Há quem diga que o amor é a mais tola insanidade.
Eu rebato dizendo que amar é a mais louca felicidade,
Pois os braços de quem se ama é abrigo,
Os olhos de quem se ama aquece o peito,
A alma parece uma criança feliz, constantemente inconstante.

Não me diga que devo desistir dos meus sonhos
Só porque meus sonhos nadam contra a maré.
Não me diga que amar é sofrer
Pois eu pergunto:
Sofre-se mais quem ama ou quem não tem a quem amar?


Ó devaneio de noites sozinhas
Saudade que amarga o peito
Vontade de subir um monte e sem medo saltar.
Respiração ofegante
Quando olho teus olhos sinto como se parasse de respirar.
 
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