Inspire-se!

Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente, você estará fazendo o impossível.

São Francisco de Assis

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quarta-feira, 25 de maio de 2011

Gosto Amargo


(Imagem tirada da internet)


É estranho quando começamos a nos arrepender.
De tudo que se tentou renovar só ficou o gosto amargo.
Nada novo e novamente se olha para trás.
As palavras que ainda ecoam no ar foram blefes apenas.
Que lástima essa.

Giros confundem a cabeça e denotam loucura.
Restando apenas a dor.

Há angústia na ponta dos dedos escorrendo por todo membro.
Chega a dilacerar, esvaindo as forças.
Tudo porque seria de outra maneira, talvez mais verdadeira.
Mas só ficou um gosto amargo.
E é estranho quando começamos a nos arrepender.

Temos perdido o melhor que podíamos ter.
Restando apenas a dor.

Há peso em cada palavra dita sem pensar.
Um pesar sem medida que cria um abismo obscuro.
Sinto vontade de afastar esse peso.
É estranho quando começamos a nos arrepender de ter tentado.

Temos perdido o melhor que podíamos ter.
É estranho quando começamos a nos arrepender.
Fica apenas esse gosto amargo de dor.


sábado, 21 de maio de 2011

Uma Prece


(Imagem tirada da internet)


E eu faço uma prece, rogo pela cura da estupidez humana.


...
Faço uma prece que parece
Retroceder ao passado para poder acontecer
Aquilo que outrora deixei passar numa aurora enevoada.
Uma prece em forma de lágrima caída da alma.
Pela cura da cegueira proposital.

Faço uma prece que parece
Acordar todos os sonhos adormecidos nas crianças.
Elas cresceram e seus sonhos dormiram um sono profundo incomum.
Uma prece em forma de algodão doce
Pelo renascimento do sorriso das crianças.

Faço uma prece que parece
Encher de vida o verde das folhas que dançam com a brisa.
Esse verde estava sem esperança pela obra destrutiva do homem.
Uma prece em forma de chuva
Pela a vida que depende da esperança do verde.

Faço uma prece que parece retroceder ao passado para curar a esperança que há no sorriso de uma criança.
Prece em forma de lágrima... Prece em forma apelo.


segunda-feira, 16 de maio de 2011

Pequenina e Teimosa És


(Imagem tirada da internet)

Quanta teimosia!
A esperança teima em pousar sobre mim.
Pouso suave, mas que me chama a atenção.
Eleva-se desse chão e voa, ronda-me com seu vôo.
Quanta teimosia sua insistir em comigo ficar.

Quanta teimosia
Preencher meu peito dessa forma.
E quando você me diz “olhe o quanto já caminhou”,
Eu vejo e te sinto mais perto.
Ah quanta teimosia!

Pelo passado e pelo futuro
Eu não quero me ver longe de ti, esperança minha.
E mesmo que eu tente te afastar por estar cansado.
Pequena e teimosa esperança
Não se afaste de mim.

Pois por tanta teimosia ter
Acaba por gigante se tornar,
Minha esperança pequena e singular.


domingo, 15 de maio de 2011

Erguido


(Imagem tirada da internet)

E volta e meia somos surpreendidos.

...
Lugar de verdes prados,
Relva-do-olimpo em cores vivamente belas.
 Braços abertos, sorriso edulcorado de felicidade.
E uma ventaneira rondado a estrada.
Em sentinela, cabeça erguida sentindo o aroma doce.
Eu resisti.

E as manchas do passado? Apagadas.

Sentimento pulsando vivo pelas artérias.
Exalando palavras, tanta coisa a ser dita.
Uma oração agradecida.
Tristezas aparentemente apagadas.
E sonhos apaixonados realizáveis.
Eu resisti.

E as dores do passado? Curadas.

Olhar fixo no horizonte.
Em um jardim onde se cultivam sonhos.
Rosto com traços de sorriso, corado com o amanhecer.
Tudo a ser dito, sussurrado num brando falar.
 Cantado com um pássaro.

Mãos na terra.
Terra, início da vida.
Eu resisti.

Porque as algemas do passado não o prendem mais.


Em resposta à Caído

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Além dos Meus Pensamentos


(Imagem tirada da internet)


Vejo distante meu planeta, meu mundo.
Cometa que passa ferozmente por minha galáxia.
Minhas estrelas brilham como diamantes lapidados,
Puros e de valor incalculável.
Minhas estrelas são os meus sonhos.
Infinitos, reluzentes, distantes e tão próximos.
O sol meu combustível, a lua meu sonífero.
O planeta, meu mundo
Envolto por uma camada de esperança
Que regula o nível de combustível
Para não viver com demasia pressa.
O descanso também é um combustível.
Viajo agora pelo meu universo paralelo.
Dito infinito, com buracos-negros
Que me fazem desviar.
Com meteoros que teimam em bater de frente
Causando-me dores, sofrimentos.
Mas nada impedirá
Que eu contemple as estrelas,
Que eu as admire.
As estrelas são os meus sonhos.


Nada Mais


(Imagem tirada da internet)

E me disse adeus...
Entregou tudo aquilo que havia cultivado.
Nada mais importa após esse abalo.
Abalo violento nas águas calmas.
Ondas que agitaram meus sentimentos.

Senti a carne do peito abrir
Como um rio seco onde a terra quebra com o calor.
Queria estar longe, bem longe daqui.

Ruínas que surgiram com aquelas palavras.
Palavras que criaram uma forma de orgulho raivoso.
Mas pelo fácil e pelo difícil
Segurar as lágrimas contra vontade
É amargurar o peito para esconder a verdade.

Só queria estar longe, bem longe daqui.

Acordo e percebo que o pesadelo se finda.
Tuas palavras contrárias às anteriores.
Arrependimento, medo, sentimento.
Não consegui dizer não.

Teus braços ainda estão aqui,
Bastou somente eu dizer que nada mais importava.
Apenas queria sentir teu abraço novamente.
E nada mais.


Aquele Novembro

(Imagem tirada da internet)


Entenda-me
Quando digo que não quero lembrar
Daquele longo novembro
Em que parecia que a energia do tempo tinha-se esvaído
E ele adormecido em algum lugar.

A noite me encarava com grandes olhos.
Mil estrelas escondidas
Por entre as nuvens de uma noite nublada.
Vermelhidão, rubras nuvens se aproximaram.

Entenda-me
Quando digo que não quero lembrar
Daquele longo novembro
Em que os dias eram longos como no inverno,
Mas quentes como o mais intenso verão.

O sol brincava e suas chamas eram mais vivas.
Ao dia quase não se viam as nuvens.
Escondiam-se com medo do sol
Para saírem à noite, bravas em seus tons alaranjados.

E eu me lembro que depois daquele longo novembro
O tempo não me pareceu tão complicado.
Mesmo a apertar o peito.
Onde cada pulsação fora sentida.

Entenda-me
Quando digo que não quero lembrar
Daquele longo novembro...
 Novembro quase infindo.


quarta-feira, 11 de maio de 2011

Talvez

(Imagem tirada da internet)


Quiçá! Seria uma dúvida interior.
Uma indagação implícita em cada entranha.
“Quiçá!” Será minha resposta.

Ouve os zumbidos do alvorecer estonteante.
Pergunta-me se estarei contigo.
Talvez te digas sem pestanejar
Um “não sei” ou “quem sabe”.
Pois nada disso me atormenta.
Essa é a mais pura verdade.
Antes fosse e agora não sei mais dizer.

Entre linhas escritas digo outra vez:
Quiçá! Pois não sei o que será.
Minhas palavras soam eloqüentes?
Poderei até gargalhar se quiser.
Até lá se fará um juízo meu.
E mais uma vez: Quiçá! Quiçá! Talvez!
Se não entendeu é porque talvez isso seja deliberado.


domingo, 8 de maio de 2011

Caído


(Imagem retirada da internet)


Odor qual esgoto fétido
Nesse amontoado de alguma coisa.
Encolhido por entre os destroços do passado.
Sem saída em canto algum.
Apenas a estrada distante ferozmente da sua mente.
Joelho dobrado, sinal de rendição.
Rosto caído por terra.
Quem poderá resistir?

Por que as manchas do passado te atormentam dessa maneira?

Impaciência nas veias pulsa mais a cada dia.
Nada que possa ser dito, além de orar.
Lembranças qual dores de parto.
Insuportavelmente distinta.
E sonhos suaves, mas não realizados.
Quem poderá resistir?

Por que as dores do passado teimam em te atormentar assim?

Olhar fixo nos escombros.
Rosto apático, sem cor, sem tom algum.
Onde as expressões se afastaram trepidantes.
Nada que possa ser diluído, dito ou suspirado.
Nada além de orar.
Quem poderá resistir?

Porque as algemas do passado o prendem de alguma maneira.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Utopia


 
(Imagem retirada da internet) 


Nunca é tarde demais quando a paciência é marca permanente.

Uma chance.
Quimera. Quem me dera ser enamorado da paciência.
 Como um pássaro eu quero ser livre, mas o medo me prende.
Mas eu vejo em seus braços o caminho de volta.
A porta onde meus sonhos ganham liberdade de avançar.

Eu vi você escondendo seus temores, suas fobias íntimas.

Uma chance, outra.
Nunca é tarde demais para uma batalha com seu eu interior.
Utopia. Conseguir beijos quentes da esperança.
Perdido em sonhos, tempestades irreais.
Realidades tempestuosas e anseio de abraçar seus sonhos.
Sem remorso. Apenas orgulhoso de si.

Eu me deleitei nas palavras suaves que soavam verdadeiras.

Uma chance, outra e mais uma.
Soaram suavemente em meus ouvidos as palavras erguidas dos lábios teus.
Palavras utópicas. Acreditar que tudo possa se renovar em meu peito.
Não! Definitivamente tudo pode se renovar
E abrandar essas tempestades ilusórias desse peito impetrante.
Suplicante diante de uma imensidão de sonhos a serem seguidos.

Sonhos nada utópicos. Distantes de uma nostalgia.


domingo, 1 de maio de 2011

Seus olhos, Sua Luz


(Imagem por Uanderson Andrade)


Nos seus olhos há uma luz indefinível, magna e docemente amável. É uma luz escassa, vista apenas em olhos apaixonados.

...
Seus olhos... Porta aberta onde eu possa entrar.
Seus olhos... Farol para um coração perdido.
Seus olhos... Caminho sem volta, eles hipnotizam e prendem.
E como quero estar preso a eles!

Que enigma é esse presente no teu olhar?
Anjo de olhos cativantes. Olhos de força inquietante.
Intrigado me deixas ao me olhar, pois tento e não consigo parar.
É como se me amarrasses apenas por me encarar.

Seus olhos... Prisão invisível.
Seus olhos... Encanto escondido.
Seus olhos... Caminho sem volta, eles hipnotizam e prendem.
E como quero estar preso a eles!

Há uma luz indefinível nas janelas da sua alma.
Meu pássaro de olhar misterioso. Olhos de brilho místico.
Deixa-me confuso cada vez que te encaro.
Como se roubasse minhas forças
E ao mesmo tempo me fortalecesse dez vezes mais.

Magna luz que me fortalece dez vezes mais.
Uma luz que pode ser escassa, mas que existirá enquanto houver olhos apaixonados. 


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