Inspire-se!

Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente, você estará fazendo o impossível.

São Francisco de Assis

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segunda-feira, 28 de março de 2011

Esse Destino

 


Mais uma vez me surpreende o destino...

Balões soltos ao vento.
Deixados a mercê das correntes de ar
Vagueiam sem saber aonde chegar.
E mais uma vez me surpreende o destino
Com as palavras que adormecem ao relento.
Acham-se no dever de adormecer.
Em cicatrizes não tão profundas como de outrora
Eu vejo a dor emergir e depois sossegar.
O espelho a refletir nos meus olhos as lágrimas de redenção.
Choro que antecede a alegria.
Fúria e depois calmaria.
Outra vez me surpreende o destino.
Com as músicas no meu rádio.
Desabafos, ritmos, melodias cantadas.
Musicas que não são minhas, mas que acabam por se tornar
Ao descrever com tamanha perfeição meu interior.
Não são minhas, mas que acabam por se tornar
Ao me tocar de tal maneira a ponto de fazer meu peito desaguar em lágrimas.
E de novo sou surpreendido pelo destino.
Quando meus planos caem por terra.
Quando tenho que sonhar outros sonhos.
Quando volto a chorar por outros motivos parecidos.
Quando tenho que recomeçar a sorrir.
Porque teima em me surpreender o destino.


*Imagem retirada da internet

sábado, 26 de março de 2011

Minha Bússola

 



Às vezes sinto que a saudade me visita em silêncio. Visita-me, mas ela não fica muito tempo hospedada.

...


De pesar minha cabeça está inclinada.
Indignada por não saber ao certo que caminho seguir.
Minha bússola não aponta qualquer direção.
Ando perdido na indecisão dos meus sentimentos.

Se sou inerente a você?
Isso eu não sei mais distinguir.
E mesmo se soubesse...
Ah! Se soubesse!

Desapontamentos me apontam que devo destrancar o cadeado.
Alegrias passadas em união com um sentimento interior
Ainda teimam em querer que esse laço nunca se rompa.
E se sou inerente a você?
Não sei. A distinção está cada dia mais ofuscada.

Sussurros interiores,
Vozes cansadas.
Palavras mimetizadas.
E mesmo se soubesse...

Esse centro magnetizado deixou minha bússola sem direção.
Meu norte se escondeu dos meus olhos.
E eu?
Eu continuo perdido na indecisão dos meus sentimentos.
Mas creio que minha solidão esteja me fazendo encontrar o caminho de volta.


* Imagem retirada da internet

sábado, 19 de março de 2011

Decidir


Roubar estrelas em plena luz do dia.
Buscar a felicidade onde menos se espera.
Decidir se sou como a lua, inconstante e de fases múltiplas,
Ou se sou mar, dependente dessa mesma lua mutante.

Contar estrelas em plena luz do dia
Implica tentar tornar possível algo contrário.
Imaginar se sou rocha, firme e inabalável,
Ou se sou brisa, que vai de encontro a essa mesma rocha imponente.

Tornar-me mutante, pensar diferente.
Ser inconstante. Viajante nos meus pensamentos.
Decidir se sou pássaro, audaz e livre,
Ou se prefiro estar acorrentado a um sentimento ainda mais audacioso.

Decidir se sou chuva ou vento,
Calmaria ou tormento.
Um sempre ou apenas um momento.

 Contar estrelas em plena luz do dia
Implica tentar tornar possível algo contrário.
E de todas as tentativas possíveis o primeiro passo é decidir.
Decidir viver, decidir sonhar.
Decidir buscar sua estrela nem que seja em plena luz do dia.

terça-feira, 8 de março de 2011

Laços

 

Por falar em vida,
Relembro cada acontecimento.
Os que de forma positiva
Invadiram os átrios do meu ser.
Os que de outra maneira deixaram feridas.

Mas em todos esses momentos pude contar com alguém.
Uma mão, um abraço... Um olhar.
Com vários sorrisos.
Pessoas diferentes que de forma parecida
Fizeram dos meus lábios sair um sorriso.

São poucos, são muitos.
São simples, são complexos.
São sérios, fazem-me rir.

Enxugar meus olhos foi como uma missão
Por muitas vezes.
Deixar o tempo correr ao meu lado.
Sonhar coisas impossíveis comigo
E tornar possíveis alguns sonhos.

Às vezes sinto como se estivesse sozinho,
Mas logo aparecem para me fazer lembrar
Que estão comigo, que estou com eles.

São poucos, são loucos.
São simples, imperfeitos como eu.
São perfeitos, quem pode entender?
Só sei que sem esses laços eu não seria quem sou.

*Imagem retirada da internet 


Postagem de número 100 dedicada aos meus amigos.

Senhora da Luz (Menino parte II)



Prevaleceu a alegria
Diante do medo que pairava na sua pupila.
A Rainha olha o menino com ternura.
Circunda-o de tranqüilidade.
Seu manto dança ao vento.

Mãos juntas em sinal de apelo.
A Rainha escuta o pedido da criança
Que sem malícia quer amar.
Tocar os lábios e sorri de alegria.

A serpente do medo é fraca
Diante da claridade emanada pela Senhora da luz.

Dobram-se os joelhos.
Elevam-se as mãos.
Os sorrisos, as palavras, os olhares
São mais verdadeiros que nunca.

Rainha da luz, vestes azuis.
Abraça o menino que clama.
O menino que chora e que sorri.
Que busca viver aquilo que faz seu coração pulsar.
Que busca seus sonhos.

A serpente do medo é fraca
Diante da claridade emanada pela Senhora da luz.
Que pelo pedido dela prevalece a alegria.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Quando Olhei o Céu


De todos os meus sonhos
Você é aquele que eu não quero ter que desistir nunca.

...


Ele foi deixado para chorar sozinho.
Com uma marca de esperança em seu peito.
Seu sussurro ainda pairando no ar
Como uma lenda antiga.
Banhando o leito com lágrimas.

O tempo foi seu aliado.
Sem culpa e amedrontado pelo que podia vir.
Em busca de um abraço de amor verdadeiro.
Vendo em cada face a possibilidade
De ser feliz como sempre buscou.

Um braço lhe foi estendido.
O vazio dando espaço à caridade.
Um colo para embalá-lo no frio.
O amor nascendo de um olhar sincero
E crescendo como jamais ninguém tinha visto.

Hoje não há vazios. Só há vida e esperança.
Ele nasceu de novo quando olhou para o céu.

Deixado para amar.
Ele não se sente mais sozinho.
Porque o amor é a união de duas almas.
Almas amantes.
O encontro de duas forças incomuns.
Forças belas e singelas.

E de todos os sonhos o amor é aquele que ele não quer ter que desistir nunca.

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