Inspire-se!

Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente, você estará fazendo o impossível.

São Francisco de Assis

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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Como Uma Fênix




Eu vi o pássaro de fogo ardente.
Incandescente como uma fogueira,
Branda com a lareira de um chalé.
Dizer que o vi pode soar como uma mentira,
Mas seu canto abrasador
Fez subir um arrepio na espinha.
O pássaro emitiu um grito
Caiu da alta colina com uma estrela cadente
E de encontro ao chão ele foi.
E outro grito ecoou de suas cordas vocais.
Um grito de dor incurada.
Diante dos meus olhos lá estava ele
Gigante em seu esplendor,
Porém, minúsculo diante da dor que o tragava.
As chamas foram se apagando
Seus olhos se fechando
Até que das labaredas restaram
Apenas pequeninas chamas
Quais velas singelas.
Depois menos ainda, bem menos...
Até restar puras cinzas.
E dos meus olhos nada mais que lágrimas,
Lamúrias, saudade.
Sair dali era o melhor a se fazer.
Mas ao virar as costas seu canto se fez ouvir novamente.
E das cinzas desbotadas lá estava,
Levantando-se novamente,
A imponente Fênix...
Virtuosa Felicidade.

 *Imagem apanhada da internet

Pequeno Coração


[...]
Coração minúsculo, frágil como cristal.
Forte como diamante pode se tornar.
Aprecie a cura que é dada pelo amor.
[...]

Ainda


Ainda somos jovens,
As feridas terão tempo para cicatrizar, ainda.

Havia um tempo em que palavras soavam verdadeiras.
Tempo em que escorria pela face nua lágrimas de alegria.
Havia notas límpidas, doces melodias.
Esse tempo ainda existe para mim.

Ainda temos forças,
Mesmo se o tempo maltrata o peito.

Havia um tempo de verdes mais verdes,
Azuis como vestes celestiais.
Maçãs do rosto rosadas de candura.
Havia mais cores vivas, alegrias imateriais.

Ainda temos sonhos,
Isso ninguém tira, os sonhos movem a vida.

E havia sonhos tão simples
Que a simplicidade deles os fazia tão belos
Quanto o desabrochar de uma simples flor.

Ainda temos flores,
E espero que esse perfume permaneça,
Pois ainda temos esperança, ainda.


domingo, 24 de outubro de 2010

Palavras Ociosas


Eu não quero um delírio inventado,
Nem ter de imaginar como poderia ser.
Quero o calor a aquecer meu peito
E o ar quente da tua boca passeando pelo meu rosto.
Quero as respostas que tanto procurei
E quero achá-las em você.

Não quero que minhas palavras lhe pareçam ociosas
E nem que minha forma exagerada de amar saia de moda.

Quando vejo uma menina em seu vestido rodado,
Rodopiando com a leve inocência.
Vejo a mesma inocência nos olhos dos amantes.
Que amam sem culpa de amar.
E que apenas buscam as palavras mais belas,
Onde nenhum dicionário poderia dar significado.

Mas não quero que minhas palavras lhe pareçam ociosas
E nem que minha forma exagerada de amar saia de moda.

Por vezes, minhas palavras fogem de mim.
Procuro uma forma de encontrá-las.
Reviro as gavetas, minha mochila,
Até que lembro onde as deixei.
Estão dentro de mim,
No peito que outrora foi aquecido pelo teu calor.
E elas voltam quando tua respiração quente
Toca meu rosto novamente.

E sei que minhas palavras não são ociosas
Pois minha forma exagerada de amar nunca sairá de moda.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Menino





O medo declina,
Sob os pés da rainha ele sucumbiu.
O menino pôde sorrir novamente,
Tão amável quanto o pássaro no amanhecer.
Orgulhoso em sua felicidade.

Puras vestes brancas
Refletem o brilho alvo das nuvens passageiras.
Numa marcha lenta elas passam
Lavando a alma do menino com suas gotas.
Chuva que lava e leva o medo
Para o mais distante que ela pode.

Menino com sonhos de homem.
Homem com alma de menino.
Palavras com grandezas minúsculas
E imensas palavras.
Que se diz e que se canta
A beleza de acreditar em um futuro.

E a rainha vê a felicidade do menino
Que sorri para o azul celeste
E banha os olhos com puro sentimento.
Ele sonha, sorri e chora.
Ele vive, chora e sorri.
Ele ama simplesmente
Como deve ser.

* Imagem por Uanderson Andrade

sábado, 9 de outubro de 2010

Amante Pássaro Pequeno




Podemos estar cansados.
As mentiras voarem livres por toda parte.
E o medo se apossar das palavras
Ou pior, se apossar dos olhos.
Mas o sonho nunca deve morrer.

Sonhe pássaro pequeno.
Frágil para o amor, forte para a dor.

De tentar acertar foi que nasceram os erros.
Foi de tentar andar sozinho que vieram as quedas.
Mas podemos estar cansados
E a coragem emergir da ínfima revolta.

A paciência, virtude dos amantes.
Sonhos, virtudes dos amantes.
Amantes, virtudes daqueles que se entregam
Ao dom supremo ― Amar por amar.

Ame pássaro pequeno.
Pequeno para a dor,
Mas gigante por saber amar.


*imagem retirada da internet
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