Inspire-se!

Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente, você estará fazendo o impossível.

São Francisco de Assis

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domingo, 19 de agosto de 2012

Até Eu o Sentir



Eu sempre soube que o amor
É o maior dos sentimentos.
Que ele é o único sentimento
Capaz de trazer o perdão.
O único capaz de curar
Até as maiores feridas da alma.

Eu sempre soube que o amor
Desenha o futuro nos sonhos.
Contorna o peito de uma felicidade extrema.
Dispara os corações desavisados.

Eu sempre soube que o amor
Traz à vida vontade,
À boca o sabor,
Aos braços a saudade
E aos olhos lágrimas de felicidade.

Eu sempre soube que o amor
É o maior de todos os sentimentos.
Mas não sabia como ele era até o sentir
E perceber que ele é maior do que eu imaginei
E maior do que qualquer coisa que senti.


quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Brincadeiras e Doces

 



Açucarado como algodão doce
É o meu sorriso suspirando e sonhando.
Qual criança no parquinho
A brincar no carrossel.
A felicidade está tão próxima disso.
Eu me lembro.

Roupa suja de terra,
Sorriso limpo de felicidade.
Mãos no chão e coração batendo forte no peito.
Qual criança brincando sem medo de sonhar.
A simplicidade está tão próxima disso.
Eu a sinto.

Tintas espalhadas num papel.
Pintando o que a imaginação ditar.
Às vezes sem nexo, com reflexo.
Mas pintando meu mundo, a brincar.
Meu barco no céu, a navegar.
A imaginação está no papel
Que eu permiti viajar.

Pião, bola de gude, carrinho na mão.
Minha infância, meu eu, meu coração,
Nostalgia que hoje descrevo com saudades e lágrimas.
Que ontem esteve vivo e hoje vive a estar
Nas minhas memórias e canções.

A criança que um dia fui me olha
E com serenidade me diz:
O motivo do meu sorriso é ver você sorrir
Nesse presente cheio de obrigações, coisas de adultos e lições,
Mas lembre-se que quando quiser sonhar eu estarei aqui.


quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Chove em Mim

 

O hálito quente da minha boca embaça as vidraças da janela.
Minha mão desliza na superfície fria
E eu olho para a chuva lá fora.
Queria estar lá, correndo.
Sorrindo.

Sorrindo.
Eu começo a balbuciar
E logo sussurro baixinho algumas palavras.
Passo, então, a cantar suavemente uma música.
É aquela velha musica que embalou nossas trocas de olhares.
Nesse instante um nó se forma em minha garganta.
Um vazio no peito e uma vontade de chorar.
Uma lágrima.

Uma lágrima
Foi tudo que permiti deixar rolar.
Acho que não deveria ter cantando aquela música.
Mas a chuva parecia tão inspiradora, viva e inquieta.

E eu me entreguei tanto às lembranças que uma vidraça embaçada na janela
Que não foi capaz de separar a chuva lá fora da chuva que se formava no meu peito.


domingo, 5 de agosto de 2012

Aromas, Amoras e Amores

 

E eu não sei mais.
Passam-se as horas, o tempo e vento.
Essa inconstância, essa distância.
Ora eu sei, ora já não mais.

Brisa, aromas e rios.

O meu peito se cala.
Calam-se as horas, o tempo e o vento.
Essa saudade, essa vontade.
Ora corro, ora caminho.

Notas, amoras e sorrisos.

Meus olhos se banham.
Choram as horas, o tempo e vento.
Esse aperto no peito, sem jeito.
Ora uma lágrima, ora outra e mais uma.

Gotas, amores e dores.

Meu choro se cala.
Sorriem as horas, o tempo e o vento.
Essa vontade que o tempo logo passe.
Esse anseio pelo futuro.
Às vezes parece tão bom chorar
Que chego a querer teu abraço.

Aromas, amoras e amores.
O vento, as horas e o tempo.
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